O que fiz eu neste tempo? Fiz amigos, amei incondicionalmente, sofri, chorei, esperei, cheguei atrasado, andiantei-me, superei medos e ultrapassei barreiras. Não gosto de pensar no que se passou, porque sou critico e acho que fiz muitas coisas na forma errada, e no momento errado. Desisti de coisas que nunca deveria ter desistido, os meus braços cairam quando deveriam ter aguentado, coisas que perdi, e que me arrependo. Não falo de fortuna, mas de vida, sentimentos. Gostava de me poder ver nos olhos das outras pessoas.
Os nossos receios tem forma de se concretizar, porque os deixamos ganhar vida, temos que lhes fazer frente! Não podemos recear, a luta é contra nós próprios, tudo o resto se reflete de nós, da nossa forma e da nossa capacidade de responder aos desafios. O desafio é nosso, não baixo os braços quando tudo esta perdido, não desisto quando o caminho esta traçado e o abismo esta ao nosso alcance.
Na minha vida, compreendo agora, perdi momentos. Mas não posso ficar preso ao que perdi, o que não fiz e deveria ter feito, este é o meu desafio, este é o meu calcanhar de aquiles.
O meu destino é feito por tudo aquilo que ainda está por fazer e tudo esta ao meu alcance, até mesmo o abismo. Vivo o presente, não consigo planear, o meu momento é agora, e agora digo apenas que valeu tudo o que vivi.
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